
As prestações dos créditos habitação a taxa variável voltaram a baixar em maio, trazendo um novo alívio, ainda que discreto, para os orçamentos familiares. Este fenómeno resulta da evolução das taxas Euribor, que, na sua maioria, apresentaram descidas no mês de abril, refletindo as políticas monetárias do Banco Central Europeu (BCE).
Desde o início de 2024, a tendência de redução nas prestações tem sido notada sempre que os contratos são atualizados com as novas taxas. A decisão do BCE de reduzir gradualmente as taxas diretoras tem sido central para esta evolução. Este ciclo de cortes, iniciado em junho do ano passado, visa equilibrar o controlo da inflação com a necessidade de aliviar os encargos financeiros das famílias.
Em abril, na sua mais recente reunião, o BCE aplicou uma nova redução de 25 pontos base nas taxas de juro. Este ajuste, o sétimo consecutivo, é um reflexo da abordagem mais branda adotada pela instituição para estimular a economia, trazendo benefícios diretos para os mutuários.
As taxas Euribor, que servem como referência para a maioria dos contratos de crédito habitação, registaram as seguintes médias em abril:
. 12 meses: uma descida para 2,143%, menos 0,255 pontos percentuais face a março;
. 6 meses: redução para 2,202%, uma queda de 0,183 pontos percentuais no mesmo período;
. 3 meses: leve aumento para 2,449%, representando um acréscimo de 0,007 pontos percentuais.
Embora as descidas estejam a abrandar, a tendência é positiva para quem tem crédito habitação a taxa variável. Se o BCE mantiver a sua política de cortes moderados, é provável que as prestações continuem a descer, ainda que de forma gradual. Esta redução, por menor que seja, traz algum fôlego às famílias, ajudando-as a enfrentar um contexto económico ainda desafiante.